1.º de dezembro de 2010

1.º de dezembro de 2010 - Mensagem 1.º de dezembro de 2010 - Mensagem
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Mensagem

Exmas. Autoridades e Digníssimos Representantes de Instituições Oficiais, Militares e Civis, e Organismos Associativos, de Natureza Académica, Cívica, Cultural e Juvenil

Portugueses

Estamos uma vez mais reunidos junto do monumento que assinala um dos mais altos momentos da História Pátria, neste dia que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal escolheu para também dar início às comemorações do 150.º aniversário da sua fundação.
Há datas que são marcos vivos no caminho do porvir, porque mergulham directamente nas raízes dos povos e enformam o espírito das nações. O primeiro de Dezembro é, para nós, portugueses, sem dúvida, uma destas mais relevantes e significativas datas.
É por isso que aqui estamos, para, com a Câmara Municipal de Lisboa e dezenas de instituições públicas e privadas celebrarmos a independência de Portugal, consistentemente manifestada ao longo de quase nove séculos de História. E, como tem acontecido nos últimos anos, quis a Sociedade Histórica da Independência de Portugal que a mensagem do Dia da Restauração fosse lida por um jovem, em nome de todas as gerações de Portugal que sabem e querem honrar o precioso legado dos nossos maiores.
Num tempo de globalização niveladora e de integração em espaços geográficos e sociopolíticos mais amplos, o sentido nacional, que é o sentido das Pátrias e o sentido da identidade, é insubstituível, sendo mesmo a maior garantia de que a realidade fundadora da própria cooperação internacional não dá passos em falso e se consolida com coerência, seriedade e verdade.
Portugal não foi obra do acaso. Fundou-se, afirmou-se e dilatou-se porque assim o quis a vontade do seu povo e porque tinha valores e princípios que lhe permitiram garantir a travessia do tempo.
Portugal soube ser próprio e sendo próprio deu-se aos outros como ninguém. Quando se respeitou a si mesmo, soube estar com os outros e com outros criou intercâmbio, aliança e comunhão de destino, tornando-se mátria geratriz de comunidades irmanadas.
Permanecendo fiel a si próprio, conseguiu e soube entender-se com os outros, podendo de todos exigir igual respeito e entendimento.
É este o significado real da sua independência. Mantê-la restaurada é revivificarmo-nos todos com ela para manter acesa a chama da esperança, especialmente em tempos de maior dificuldade. É um imperativo de agora como foi imperativo de sempre.
Reunirmo-nos aqui é reviver e comungar do espírito dos conjurados de todas as classes que, no dia 1 de Dezembro de 1640, ousaram escolher o caminho da Liberdade.

Exmas. Autoridade
A presença de Vossas Excelências dignifica esta festa que, sendo da cidade de Lisboa, também o é de Portugal e deve ser de todos os Portugueses. Agradecemos o apoio recebido, bem assim a colaboração imprescindível dos Serviços Municipais e de todas as demais entidades, civis e militares, cuja participação dá brilho a esta singela cerimónia que, ano após ano, aqui realizamos, renovando a nossa declaração de fé no futuro de Portugal, Pátria amada.

Senhoras e Senhores
Jovens de Portugal
Congregados em torno deste simbólico monumento, construído por iniciativa da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, prestamos a nossa sentida homenagem aos heróis da Restauração e, sabendo merecer a sua dádiva, coragem e exemplo, reafirmamos solenemente o compromisso de continuarmos a lutar por Portugal, pela sua independência e pelos valores que caracterizam a nossa identidade.

Viva Portugal!

Lisboa, 1 de dezembro de 2010