Observatório da Língua Portuguesa

Observatório da Língua Portuguesa Observatório da Língua Portuguesa
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Associação sem fins lucrativos, constituída em Junho de 2008 com a apresentação pública dos seus estatutos, o Observatório da Língua Portuguesa (OLP) tem por objectivos principais contribuir para o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção da Língua Portuguesa no mundo e fomentar a formulação de políticas e decisões, bem como o desenvolvimento de iniciativas concertadas que concorram para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.
Com sede em Lisboa, a associação póde criar dependências ou delegações em qualquer local, nomeadamente nos países integrantes da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e orienta a sua acção exclusivamente por fins de utilidade pública, seguindo como norma permanente de actuação a cooperação com os departamentos
culturais e educacionais das administrações central, regional e local dos Estados da CPLP e com outras pessoas colectivas de utilidade pública, designadamente universidades e instituições científicas e culturais.
Na Assembleia Geral, realizada em 26 de Março de 2009, foram eleitos os seus órgãos sociais, ficando a presidir ao Conselho de Administração o Embaixador Eugénio Anacoreta Correia, à Mesa da Assembleia Geral o Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e presidente do Centro Nacional de Cultura, ao Conselho Consultivo o Embaixador Luís Fonseca, ex-director-geral da CPLP, e ao Conselho Fiscal o Dr. Almerindo Marques, presidente da Estradas de Portugal, E.P. e ex-presidente da RTP. O seu corpo de membros fundadores integra personalidades ligadas à cultura, à educação e à diplomacia, como Fernando Alves Cristóvão, João Malaca Casteleiro, Pedro Lourtie, Eugénio Anacoreta Correia, Luís Fonseca, Marcello Duarte Mathias, Luís Sousa de Macedo, Manuel Carmelo Rosa, António-Pedro Vasconcelos, Cristina Robalo-Cordeiro,
Jorge Rangel, Renato Borges Sousa, Francisco Nuno Ramos, Annabela Rita, Maria Eduarda Boal, Nazim Ahmad e Maria Isabel Alçada Vilar.

Declaração de princípios
Língua oficial, de ensino, de património, de comunicação nos domínios cultural, científico, político, técnico e tecnológico dos oito Estados-membros da CPLP e de regiões e comunidades migrantes nos cinco continentes e pertencentes a diversas organizações internacionais de âmbito regional, o Português é a língua veicular de cerca de 250 milhões de pessoas, o que o afirma como o 6.° idioma materno à escala universal e, depois do Espanhol e do Inglês, como o 3.° europeu mais falado no Mundo.
A importância da Língua Portuguesa tem-se acentuado nas décadas mais recentes, impulsionada por um crescimento do número de falantes que ultrapassa o ritmo de aumento demográfico nos países que têm o Português como factor estruturante da sua identidade e da sua soberania.
Tal decorre da atracção que a acrescida relevância cultural, económica e política do Português vem exercendo sobre países integrados em outros espaços linguísticos como são, por exemplo, os casos da China, da índia, do Japão, da América Latina, de alguma África francófona sub-saariana, etc.
Todavia, e não obstante a percepção rigorosa e pormenorizada desta situação ser imprescindível à formulação de políticas de língua coerentes e eficazes que dêem respostas consistentes às expectativas e solicitações existentes ou previsíveis em futuro próximo, são estimados e genéricos o conhecimento e a informação sobre a realidade actual e a sua evolução a médio prazo.
Sendo uma associação da sociedade civil que desenvolve a sua acção com sentido de missão e espírito de serviço público, o Observatório elegeu como um dos seus principais objectivos concorrer para que seja colmatada essa lacuna, e, a partir do conhecimento rigoroso do universo de falantes e das peculiaridades dos seus diversos conjuntos, poder contribuir para processos de decisão que no âmbito da CPLP ou de cada um dos países que a integram devam ser ponderados em prol da afirmação e difusão da Língua Portuguesa.

Linhas estratégicas para 2009-2012
O Observatório concedeu imediata prioridade à mais ampla identificação do estatuto e projecção da Língua Portuguesa no mundo como língua veicular de ensino e aprendizagem, como língua de acesso à informação científica, técnica, económica, desportiva, etc., como língua produtora de cultura e código básico da literatura e como língua de comunicação política e de trabalho em organizações internacionais.

Observatório da Língua Portuguesa estabeleceu parceria com a SHIP
Observatório da Língua Portuguesa estabeleceu parceria com a SHIP

O Observatório concedeu imediata prioridade à mais ampla identificação do estatuto e projecção da Língua Portuguesa no mundo como língua veicular de ensino e aprendizagem, como língua de acesso à informação científica, técnica, económica, desportiva, etc., como língua produtora de cultura e código básico da literatura e como língua de comunicação política e de trabalho em organizações internacionais.

Programa de Preparação Olímpica
Programa de Preparação Olímpica

Dedica-se, igualmente, à divulgação de dados estatísticos sobre o uso do Português enquanto língua materna, segunda e/ou estrangeira e de comunicação na internet. Cuida, em terceiro lugar, da verificação e controlo de informações e dados difundidos por instituições nacionais ou organismos internacionais sobre a Língua Portuguesa, tendo em consideração o seu rigor.

Salão Nobre da SHIP
Salão Nobre da SHIP

No desenvolvimento da sua actividade, elegeu como grande meio instrumental o recurso às tecnologias de informação e comunicação com a utilização de um sítio web e de um portal em parceria com a Universidade de Aveiro e a empresa Sapo.pt. O sítio permite corresponder à necessária divulgação de informação relativa à projecção do Português no mundo e no tempo e à constituição de fóruns de reflexão e debate. 0 portal, por seu lado, potencia o alargamento do conhecimento e de uma informação rigorosa, bem como a divulgação de práticas de ensino e de aprendizagem, envolvendo investigadores, professores e alunos não só nos Estados-membros da CPLP, mas também em todos os países em que se lecciona o Português, reforçando essas mesmas práticas e abrindo caminhos à inovação nas metodologias de ensino a distância.
Para que o conjunto de acções mais facilmente atinja os desígnios pretendidos, considerou-se fundamental o estabelecimento de parcerias, protocolos e acordos numa perspectiva de trabalho em rede no mundo, abrangendo os países lusófonos, os migrantes de fala portuguesa espalhados pelos cinco continentes, oriundos dos vários Estados-membros da CPLP, e as diversas comunidades estrangeiras que, em numerosos países, por razões de ordem cultural, económica ou política, pretendem conhecer, aprender e falar a Língua Portuguesa.
Assim, o Observatório assume-se como uma plataforma de diálogo e cooperação entre instituições empenhadas na defesa e promoção da Língua Portuguesa, procurando estimular a coordenação de programas e acções com vista a potenciar a complementaridade das diferentes intervenções e a acrescida coerência do seu resultado final.
Foi neste contexto que, reconhecendo os propósitos de defesa e valorização da Língua Portuguesa que incumbem à SHIP, desde a primeira hora, o Observatório firmou com ela um protocolo de cooperação, em Maio de 2010, estabelecendo uma parceria que será útil às duas entidades.