Diáspora Portuguesa

A proa do Moliceira no Bico A proa do Moliceira no Bico
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Pinho Neno

Conferência realizada no dia 15 de Junho na Casa do Concelho de Tomar, no âmbito de um seminário sobre a diáspora lusa.


EMIGRAÇÃO FACTOR DE PROGRESSO
A emigração – saída de uma pátria para outra pátria, de um lar para outro lar – é um factor determinante de progresso da Humanidade. Com efeito, sem a transferência do ser humano de uma região para outra, a estagnação seria a característica dominante da Humanidade. Em boa verdade, a emigração transmite ao desenvolvimento humano a dinâmica de que ela própria é feita.

Através da emigração o Homem ocupa, usufrui e transforma os espaços que a Natureza lhe reserva. Sem este acto, mecanicamente simples e psiquicamente complexo, a comunicação seria mais pobre e limitada e o progresso da Humanidade não aconteceria como natural reflexo do desenvolvimento humano nos domínios da Cultura, da Arte, da Religião, da Ciência e da Tecnologia. Assim, a emigração é condição sine qua non do progresso, sendo também o fenómeno que estimula a distribuição da população pelos espaços ocupáveis; que determina o aproveitamento racional dos bens disponíveis; que se afirma factor condicionante do equilíbrio ecológico e demográfico da Humanidade.

Através destas premissas de entendimento e compreensão óbvios, fácil é inferir que a emigração não é uma condenação aplicada ao Homem, mas uma graça que lhe é concedida. Em linguagem simples e facilmente compreensível, pode-se afirmar que a emigração é uma graça – e não uma desgraça – conferida ao Homem.

É certo que emigrar – romper com o habitat conhecido para se instalar noutro diferente, por vezes adverso, eventualmente, hostil – implica uma ruptura. Ruptura que se situa a nível quer biológico quer psicológico. E, nisto de rupturas, até as físicas doem…

Estamos, assim, perante uma nova premissa que conduz a nova conclusão: a de que o progresso e o equilíbrio ecológico e demográfico da Humanidade tem o seu preço. Preço que é cobrado ao ser humano e tem uma moeda por padrão: a dor.

Mas a dor, o sofrimento, é uma consequência da natureza humana. Em qualquer circunstância, o ser humano paga com o sofrimento o preço da sua existência. Sofrimento que, no caso em apreço, resulta tanto da ruptura provocada pela emigração quanto do desequilíbrio ecológico e demográfico que aquela mitiga ou anula.

Nestes termos, ao Homem resta optar, não entre a graça e a desgraça, não entre o bem e o mal, mas tão só entre dois factores de sofrimento. Por isso, há homens e mulheres que têm a coragem de partir, enquanto outros e outras têm a coragem de ficar.

Monumento à dor da partida.


EMIGRAÇÃO E REGRESSO
Para o emigrante, de um modo geral, o acto de emigrar é caracterizado por três tempos distintos: o momento da partida do local onde tem vivido e está integrado; o período de estadia no lugar onde decidiu fixar-se; finalmente, o “regresso” ao local de origem.

Pode haver casos – e há-os, certamente – em que o emigrante parte com a ideia determinada de não voltar. Nestas circunstâncias, para ele o acto de emigrar limita-se às duas primeiras fases. Mas estas situações são tão raras, que quase se podem considerar inexistentes, pois normal é que o emigrante, antes da partida, idealize e programe o seu regresso. Regresso que, na realidade, não se verifica. Nunca se verifica e vejamos porquê.

Em face das circunstâncias que o envolvem, o momento da partida, posto que cuidadosa e conscientemente preparado, é caracterizado por violento choque emocional. É o momento alto da ruptura. Ruptura afectiva e ruptura biológica. Com o último olhar lançado sobre o campanário distante, o emigrante fixa na retina e na memória a imagem indelével dos lugares e das pessoas com que a existência o relacionou: a igreja, o adro, a escola, o jardim, o largo da feira, os companheiros de folguedos e romarias, os alvos de afecto erótico, a família.

Escola Primária

O rompimento com a terra e as pessoas dói e a alma estremece de emoção. De tal jeito, que não consegue impedir que teimosa lágrima lhe mareje os olhos e corra pela face contraída. É o momento propício à construção e gravação de um cenário onde não faltam as minúcias mais marcantes, os pormenores mais significativos. Cenário que, depois de construído e gravado com indisfarçável emoção, o emigrante transporta consigo para o lugar onde vai fixar-se.

Uma vez aqui, inicia-se o segundo tempo do acto de emigrar, o período de estadia. Este, porque uma sucessão interminável de momentos, embora mais complexo, é menos doloroso do que o primeiro. No início, marca-o o choque provocado pelo encontro com outras terras, outro clima, diferentes culturas, estranhos costumes, desconhecidas gentes, novo código linguístico. Todavia, após este primeiro choque, ainda que precedido do reavivar emotivo e saudoso das últimas imagens gravadas à partida, vem a adaptação, segue-se a integração e, algumas vezes, ocorre a assimilação.

Com o avanço deste processo lento e mais ou menos demorado da adaptação e da integração que o afã do dia-a-dia estimula e o sucesso económico e pessoal favorece, não raro, na quietude remansosa do lar, perpassam na mente lembranças da terra e dos amigos distantes, de acordo com o cenário gravado no longínquo e saudoso momento da partida. Lembranças reavivadas pela perspectiva do “regresso” que se avizinha e cuja data foi, finalmente, decidida e marcada.

O regresso, porém, só se processa na mente do emigrante nos momentos em que o projecta e é fruto duma construção ideal, porque, na realidade, não há regresso. Quando muito, este ocorrerá relativamente ao lugar físico cujas coordenadas geográficas são os únicos elementos inalterados desde o momento da partida. De resto, tudo mudou e o cenário ora encontrado é totalmente diverso do cenário então deixado. É outra a paisagem física que a construção de vias terrestres alterou. É outra a paisagem humana, pois desapareceram pessoas, envelheceram outras, as crianças cresceram, os jovens tornaram-se adultos. São diferentes as coordenadas socioculturais encontradas, pois as mulheres trocaram as saias pelas calças e as tranças pelo cabelo curto; o rock, americano substituiu o tango argentino; o carro de bois deu lugar ao tractor, o café ocupou o espaço da taberna; a mercearia transformou-se em minimercado; a mota e o automóvel substituíram a bicicleta e a carroça; os remos e a vela foram trocados pelo motor.

Desta sorte, não há regresso, pois para que este se verificasse era necessário que o emigrante encontrasse inalterado o cenário que deixara à partida. O que se verifica tão-só é o seu contacto com nova realidade bem diferente da que ele conheceu, fixou e sempre imaginou reencontrar. Nova realidade a que terá de se adaptar e em que terá de se integrar, tal-qualmente como aconteceu quando um dia emigrou. O que significa que deixou de ser emigrante em terra alheia para se tornar imigrante na sua terra natal. Assim sendo, não faz sentido nem se afigura correcto os políticos falarem em “regresso e reinserção”, pois o que na realidade ocorre são simples fenómenos de fixação e de integração.


EMIGRAÇÃO E DIÁSPORA LUSA
A emigração tem raízes e tradições em Portugal. Encontrar as causas desta atávica tendência para a diáspora é tarefa que cumpre aos historiadores. Contudo, damos conta de que o Povo Português disperso pelos quatro cantos do Mundo resulta da amálgama e natural miscigenação dos povos que há milénios se fixaram no “Armazém da Luz” – a Lusitânia – para ele imigrando depois de doutras paragens emigrarem.

Sucede assim que, tendo por certos os ensinamentos da História, a nação que dá pelo nome de Portugal se formou a partir da imigração de clãs de hominídeos – berberes, celtas, iberos, suevos, fenícios, cartagineses, gregos, romanos, visigodos e, sobretudo, semitas israelitas e ismaelitas, identificados mais tarde como judeus e árabes – que aqui se fixaram e caldearam, partilhando pacífica e cordatamente entre si os bens que Ceres e Neptuno lhes facultaram e as delícias do clima que a prodigalidade de Apolo propicia.

Sendo ou não por resultar da “fusão” destes imigrantes na Lusitânia, a verdade é que a tendência do Povo Português para a diáspora vem de longe, quiçá dos primórdios da nacionalidade fundada sob a égide dos Monges Cavaleiros do Templo. E, tal como hoje, vamos encontrar nessa época distante vultos da cultura lusíada esparsos pela Europa, dentre os quais se ousa apontar como exemplos Fernando de Bulhões, Pedro Hispano e Domingos Jardo.

Emigrar, pois, mais do que uma constante, afigura-se uma característica do Povo Português que, sentindo-se limitado na exiguidade do espaço físico da pequena casa lusitana, tem necessidade de rasgar horizontes, dela saindo em peregrinação pelo Mundo.

Solar do Brasileiro

Ensina a História que foram de várias naturezas as causas dos Descobrimentos Marítimos de que nautas portugueses foram destacados protagonistas e, na preocupação louvável de uma sistematização académica, os historiadores agrupam-nas em sociais, económicas, científicas, políticas e religiosas.

Não há razões plausíveis para contestar ou contrariar a classificação em apreço e a forma como é fundamentada não deixa a ninguém margem para dúvidas. O que não significa que não se possa admitir que peque por defeito. Na verdade, a juntar a todas estas causas julgamos existirem outras de natureza psíquica ou, mais precisamente, de natureza idiossincrática que contribuíram de maneira relevante para o sucesso dos Descobrimentos: o espírito de aventura e a atracção do desconhecido.

Com efeito, estas características tornaram-se factores determinantes não só da epopeia dos descobrimentos portugueses, mas também da saga heróica que foi a sua disseminação pelo Mundo, na tarefa ímpar de, através da Língua Portuguesa, proceder à difusão dos princípios e valores do Humanismo Essénio que pautou a mensagem de Jesus de Nazareth, afirmando assim a cultura lusíada. Cultura impregnada do humanismo que inspirou e esteve na origem da criação de comunidades multirraciais, como aconteceu no Brasil, em Cabo Verde, em Angola, na Guiné, em Moçambique, em Goa, em Malaca, em Macau, em Timor, em suma, em cantos e recantos do Mundo abordados pelos nautas portugueses

Na linha desta apetência para a diáspora (concretizada na epopeia das descobertas, na aventura das explorações, na obra da colonização, no processo da miscigenação, na mística da portugalização), não espanta que ao Povo Português, depois de descoberto o Mundo em toda a sua plenitude, lhe ficasse a tendência para emigrar, única forma de dar realidade à dimensão universal do humanismo que o impregna desde a origem.

Nesta perspectiva, fácil é concluir que para o Povo Português emigrar é cumprir o sentido da universalidade que caracteriza a sua identidade cultural. De facto, importa salientar que a Nação Portuguesa – muitas vezes à margem do Estado e, outras tantas, apesar da obstrução do Estado – não deixou jamais de cumprir a missão de ideal templário com que o destino a fadou e lhe foi cometida como condição do seu aparecimento no concerto das nações: difundir os valores do Humanismo Essénio, à sombra dos quais foi concebida, nasceu, cresceu e se expandiu, expandindo-os.

EMIGRAÇÃO E DIFUSÃO DA CULTURA
A emigração portuguesa, por mercê dos seus antecedentes, possui características muito próprias e tem sido uma constante da pátria lusa. As razões deste fenómeno são múltiplas e diversificadas, mas é notório que a miragem da “árvore das patacas” e a “febre do oiro”, aliadas ao espírito de aventura, jamais deixaram de incutir na mente e no coração dos portugueses a ideia e o desejo de partirem à cata da fortuna.

Assim é que do verdejante Minho ao calmoso Algarve; das úberes pradarias do litoral às áridas e penhascosas regiões raianas; do vulcânico arquipélago dos Açores à florida e mimosa Madeira; de cidades, vilas, aldeias ou meros lugarejos perdidos nas faldas da serra, no fundo do vale ou na encosta do monte, partiram comerciantes, camponeses, operários, madeireiros, funcionários, pescadores, bancários, moliceiros e clérigos, a mente povoada de sonhos e o coração de anelos, na ambição legítima de conquista de melhores e mais dignas condições de vida.

Monumento ao Emigrante na Murtosa.

Brasil, Estados Unidos da América, África do Sul, Austrália, Argentina, Canadá, Zaire, Venezuela e, mais recentemente, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Luxemburgo e Suíça têm sido os alvos predilectos da mira dos emigrantes portugueses que, destarte dispersos por cantos e recantos do Mundo, enfrentando as mais variadas culturas, resistindo aos ambientes mais diversos, confrontando-se com as línguas mais arrevesadas, por todo o lado labutam com empenho e frenesim na insistente perseguição do “triunfo” que almejam. Triunfo que se confina geralmente à estabilidade económica traduzida tão-só pela possibilidade de adquirir casa própria, comprar um automóvel, “dar estudos” aos filhos e regressar ao torrão natal com a garantia duma velhice tranquila e sem sobressaltos.

Contudo, a sua actividade não se pauta por meros padrões económicos. Em boa verdade restam-lhes ainda disposição, entusiasmo e disponibilidade para fomentarem a realização no terreno de actividades de feição cultural que levam à prática a partir do associativismo para que os impelem o isolamento em que se encontram, a hostilidade do meio, a dificuldade de integração e a identidade cultural e linguística que os irmana. Daí, florescerem por todo o lado várias organizações que garantem, posto que muitas vezes com adulterações, a presença da Cultura e da Língua Portuguesa em terras estrangeiras. Adulterações cujo grau varia na razão inversa do grau de integração dos emigrantes na sociedade de acolhimento.

Com efeito, nos países onde a integração dos emigrantes é difícil por força de obstáculos que para ela (integração) representam a língua, a cultura e os costumes, aqueles agrupam-se e constituem comunidades fortes, mantêm-se fiéis aos padrões culturais da pátria-mãe e alimentam viva e ardente a chama da Portugalidade. Nestas circunstâncias quase nunca acontece a integração plena.

Finalmente, em países onde é grande a semelhança entre a língua e a cultura locais com a língua e cultura do país de origem, desvanece-se a genuidade destas. Então, por natural sistema, acontece a assimilação dos emigrantes portugueses que acabam por se nacionalizarem no país onde residem.

Em face da realidade referida de forma imperativamente sumária e atendendo a que os emigrantes portugueses provêm de regiões diferenciadas e rumam para países linguística e culturalmente diferentes, é notória a existência das três situações aludidas – eventualmente, de outras intermédias – no processo emigratório português. Ora, como se torna evidente, uma tal realidade implica a diversificação na política de apoio às comunidades portuguesas nos países de acolhimento. Se não no plano dos objectivos, obrigatoriamente ao nível das estratégias.

À GUISA DE CONCLUSÃO
É extremamente difícil teorizar com rigor no domínio das Ciências Sociais e Humanas, já que é de todo impossível isolar e eliminar sucessivamente os factores de variabilidade que condicionam o comportamento humano. Sendo a emigração um fenómeno social, sujeito às inerentes dificuldades e reservas próprias da sua natureza, importa ter em atenção estes aspectos no tratamento das questões que levanta e na procura de soluções adequadas para os problemas que coloca.

No caso português, como natural e lógica consequência de condicionantes já referidas, ocorrem três grandes tipos de emigração a que é imperioso que correspondam outras tantas formas de equacionar a problemática resultante de cada um. São eles a emigração para países da Europa; a emigração para países transoceânicos de expressão oficial ibérica; a emigração para países transoceânicos de língua oficial inglesa.

Em face da facilidade e da rapidez com que hoje acontece a comunicação e se processam as deslocações de um para outro país com fronteiras terrestres, e também por motivo da fatalidade da integração de Portugal na União Europeia, o emigrante luso a trabalhar em países da Europa tende a comporta-se como o cidadão que abandona a província para se fixar com armas e bagagens na cidade. Enquanto profissionalmente activo, vai à terra em tempo de férias visitar a família e os amigos, gozar a tranquilidade da aldeia onde nasceu e cresceu, sorver o perfume agreste do campo, assistir ao arraial e carregar o andor na procissão da festa da padroeira, levar os filhos a conhecer os lugares onde passou a meninice e a juventude, mirar a fachada de um ou outro mosteiro em ruína e, cumprida a missão que se propôs, volta para o local de trabalho depois de arejada a casa velha da aldeia. Atingida a reforma ou amealhado o pé-de-meia “quantum satis”, é possível que regresse definitivamente ao torrão natal ou, dividido o coração entre as lembranças do passado e a realidade do presente-futuro, lhe faça mais frequentes e demoradas visitas. E é bem provável que a natureza do clima e o grau de dificuldade de integração que a língua e a cultura do país de acolhimento representam pesem na decisão a tomar.

Nos países africanos e americanos de expressão ibérica é quase espontânea a integração do emigrante português na sociedade de acolhimento, verificando-se muitas vezes a assimilação. Este fenómeno acontece devido à identidade linguístico-cultural e também por força do quadro de valores civilizacionais de que é portador. Pode mesmo afirmar-se que nestes países o português não se considera emigrante, mas cidadão de pleno direito, tal a facilidade e a rapidez com que se processa a sua integração na sociedade que o acolhe. Nestas circunstâncias, dificilmente volta. Se o faz, porque em termos económicos se considera um vencedor, é para se mostrar e… matar saudades.

Finalmente, o emigrante em países transoceânicos de expressão anglo-saxónica onde se fixaram, crescem e florescem fortes e influentes comunidades lusíadas cujas dificuldades de integração resultam, por um lado, da inidentidade linguístico-cultural e, por outro, da “superioridade” da civilização tecnológica do país de acolhimento em relação à do país de origem. Este é, na verdade, o emigrante português que sente mais intensamente as agruras do isolamento e os efeitos do desenraizamento. A contrapartida resultante da melhoria das condições de vida em termos materiais funciona como lenitivo, mas torna-se em factor deformativo no processo do seu desenvolvimento sociocultural e humano. Geralmente, regressa depois de reformado ou tão-só depois de falecido para ser sepultado na campa ou no jazigo que mandou preparar no cemitério da aldeia que o viu nascer. Os filhos, esses, quase sempre nascidos nos países de acolhimento, são seus cidadãos de pleno direito pelo nascimento e cultura e se passam pela terra natal dos pais é para fazerem turismo e conhecerem familiares que ali ainda residem. Quando, por imperativo familiar ou outro, assumem o dever de lá ficar, sentem-se emigrantes na terra dos pais.

A partir das diferenças sumariamente referidas, é óbvio que têm de ser diversas as acções a implantar e desenvolver junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo, o que implica a prévia definição de uma clara política de emigração, bem como o estabelecimento inequívoco dos seus objectivos, de maneira que as medidas a tomar e as acções a desenvolver tenham entre si nexo e um mínimo de continuidade que garantam a desejada eficácia.

* Pinho Neno – Pedagogo, licenciado em Direito, mestre em Administração da Educação, Auditor de Defesa Nacional e responsável cidadão português.