Dossiê temático – Investigações Históricas I

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Isabel Drumond Braga *

O presente dossiê temático, que intitulámos Investigações Históricas I, resulta da abertura que o Senhor Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, Dr. José Ribeiro e Castro, desejou efetuar da revista Independência: Revista de Cultura Lusíada, à produção académica de doutorandos e mestrandos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Neste sentido, a ligação entre ambas as instituições, consubstanciada em várias vertentes ao longo de décadas, aumenta-se e consolida-se através de alunos de novas gerações, permitindo aos leitores da publicação tomar conhecimento da produção historiográfica em curso.

O dossiê compreende sete textos, quatro relativos à época moderna e três à contemporânea. Tem início com um artigo de Francisco Pardal, cuja defesa da sua tese de doutoramento ocorreu em 30 de junho de 2025, intitulado “Um príncipe erudito ao tempo da Restauração: hábitos de leitura e de escrita de D. Teodósio de Bragança (1634-1653)”; segue-se a contribuição de Iuri Fernandes, mestre desde 4 de novembro de 2024, com “Produção intelectual, casa real e luto: vida e obra do 4.º conde da Ericeira (1673-1743)”; continuou com a colaboração da doutoranda Andreia Fontenete Louro, cujo título “ ‘He remedio muyto recomendado por authores gravíssimos’: remédios feitos com partes do corpo do lobo em Portugal nos Séculos XVII e XVIII”, remete para o tema da sua tese de doutoramento em fase de redação; enquanto a mestranda Marta Pereira se dedicou à escrita do texto “D. Maria Isabel de Bragança uma infância entre Portugal e o Brasil, (1797-1818)”, tema da sua dissertação, presentemente a ser escrita. O século XX motivou os textos dos mestrandos Catarina Azevedo Silva, intitulado “Revolta dos cruzadores (1906): importância, motivações e protagonistas”, Paulo Carcel, autor de “A I República Portuguesa e a Nova Europa: perceções e entendimentos (1919-1926)” e terminou com a colaboração de Ana Carolina Gomes Monteiro, cujo artigo se intitula “Independência Nacional: as relações internacionais de Portugal, segundo Melo Antunes”.

Espera-se que, futuramente, novas colaborações sobre estas e outras cronologias, com a presença de temas diversos focados em Portugal, nos domínios coloniais e nas relações externas, possam dar continuidade a esta iniciativa com a publicação de novos dossiês temáticos de Investigações Históricas. Deseja-se, portanto, que a iniciativa tenha seguimento. Finalmente, resta-me agradecer a colaboração e disponibilidade de todos os envolvidos e desejar boa leitura a todos os que se interessam pela história.


* Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, CIDEHUS-UÉ e CH-ULisboa