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Memória de Camões, memória viva
Do Vate que cantou a Pátria amada
E a quis em verso heróico celebrada
De métrica solene e rima altiva
Esta Gruta, qual lenda sugestiva
Da passagem na China enfeitiçada
Do Português, em gesta memorada,
É do feito invulgar nota impressiva.
Extinguiu-se o Império, todavia
Não se extinguiu a chama que irradia
Com fulgência de efeito universal.
Memória de Camões, da Lusa Gente,
Este local sagrado, sarça ardente,
É presença em Macau de Portugal!
Macau, 10 de Junho de 1999
Pinho Neno



